Dia 21 de Junho, início do Verão, manhã tímida de Sol.
Partiram, a Catarina e a avó, numa aventura à descoberta de uma zona da cidade - o Príncipe Real.
Jardim de traçado romântico, ao gosto inglês, assim idealizado em meados do século XIX. Destaca-se o grande Cedro-do Buçaco, com os seus vinte metros de diâmetro. Espaço verde por excelência, as suas esplanadas e quiosques típicos acolhem, quer a população do bairro, quer o grande número de turistas que o incluem na sua rota de visitas.
Nas manhãs de sábado, aí se realiza um mercado de produtos biológicos. A Catarina, consciente da importância dos produtos naturais, indica aqueles que, segundo a sua douta experiência, são os melhores para a nossa alimentação.
Saídas do jardim, iniciaram a sua viagem exploratória. Foram espreitar o Jardim Botânico, onde decorria uma Feira de Artesanato.
O encanto das barraquinhas encantaram-na. Observadora, mas indecisa, não sabia bem que direcção tomar. Nem as tabuletas indicativas lhe valiam...
Acolhe-se, pensativa, à sombra frondosa de árvore. Que caminho seguir?...
Num repente, decide-se. Vamos por ali! E corre, apressada, para uma mancha colorida e rosada: os chás.
A gentileza e simpatia da senhora, com um belo chapéu de palha, à boa moda saloia, eram contagiantes. Com um sorriso e sempre versejando, em rimas criativas, anunciava as virtudes dos diferentes chás
Caminhámos um pouco mais... Os seus grandes olhos castanhos iluminaram-se. Avistara ...a sua grande paixão: enfeites para o cabelo.
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| Imagem retirada de www.facebook.com/meggcraft |
A partir de páginas de revistas, a artesã criou artísticas rosas em papel, na velha arte do origami. Difícil foi seleccionar. Tantas! Tão bonitas e vistosas!
Cansada, quer regressar. O autocarro atrasa-se. Há tempo para uma pausa. Um café, para a avó e um croquete para a neta.
Um beijo muito grande da avó. Quando repetimos a aventura?








