quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Um Senhor

 



 
                                     Um Senhor, retratado segundo os cânones seiscentistas.
 
 O mesmo Senhor no século XXI. 
 
Antiquário conceituado entre os antiquários do nosso país, desde muito cedo se interessou pelas peças antigas. Iniciou-se como colecionador de moedas e selos. Hoje é uma autoridade em arte sacra e faiança portuguesa. Discreto, irradia simpatia, sempre pronto a aprender e, principalmente, a partilhar o seu saber.
Estudante em Coimbra, " percorria os ferro velhos à procura de coisas antigas"1 gastando o dinheiro que os seus familiares lhe davam para as suas extravagâncias.
Já em Lisboa, percorria feiras e lojas de velharias, na ânsia de tudo observar, não fosse alguma peça valiosa escapar-lhe. Na Romeira, pequeno centro de antiquários, na Rua Castilho, juntava-se à tertúlia dos companheiros das mesmas lides e interesses, falando, admirando, desejando... Daí, por ser um local de pequenas lojas e dado que gostava de peças de maior envergadura, principalmente de arte sacra, passa para a Rua D. Pedro V, para o espaço conhecido por Galeria da Arcada, cujo nome manteve. O seu acesso fazia-se por um arco com imponentes portões de ferro, encimado pelo  Brasão dos Castelo Branco. Chegando ao fundo, abria-se aos nossos olhos, uma vista magnífica sobre a colina do outro lado da Avenida.
Actualmente, a Galeria da Arcada, localiza-se do outro lado da mesma rua, no nº 49.
 
 
Imagem retirada da internet
 


Assume-se totalmente apaixonado pela faiança portuguesa e desde cedo começou "a comprar sobretudo do séc. XVIII e XIX que aparecia em grande quantidade e a preços acessíveis.  E a faiança atrai por várias razões: as formas, as cores, os desenhos. É um mundo!"2                       
Não é somente a sua paixão pelas antiguidades. São, outrossim, as histórias que lhes estão subjacentes. De onde vieram, a quem pertenceram, as devoções que inspiraram. É, também nas suas palavras, " um negócio de intimidade"3.  
 
 

 
 
 
 

 
 
 1/2/3 -Suplemento do Jornal "Primeiro de Janeiro", 28 Outubro  de 2007, págs:16 e 17.